A Hiperglicemia e os Sintomas da Depressão

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Homem diabético com depressãoDesânimo, fraqueza, dificuldades de raciocínio e concentração e taquicardia são alguns dos alertas que o corpo emite quando as taxas de glicose no sangue não estão em níveis normais (pode ser hiperglicemia). Saiba reconhecê-los e tratá-los adequadamente para não confundi-los com um estado de depressão.

Соmo o próprio nome sugere, а hiperglicemia é caracterizada quando a taxa de glicemia está acima de 200 mg/dL. Alguns dos sintomas desse quadro, causado pelo excesso de açúcar no sangue, são aumento da sede e da vontade de fazer xixi, dor de cabeça, dificuldade de respirar, náuseas, sonolência, fraqueza, fadiga e hálito cítrico – devido à alta concentração de cetonas no sangue.

Pessoas com diabetes Tipo 1 costumam medir a glicemia com frequência, às vezes quatro, seis, oito vezes por dia. Logo, estão mais atentas aos sinais de hiper e hipoglicemia, соmo fome, tremor, sudorese fria e palpitações. Mas não é o que geralmente acontece com os portadores de diabetes tipo 2.

Alta taxa de açúcar no sangue e o descontrole glicêmico

Como muitos não verificam a taxa de glicose diariamente, podem ter sintomas de hiperglicemia e não relacioná-los à quantidade elevada de açúcar no sangue. Sem se dar conta da situação de descontrole glicêmico, o indivíduo deixa de tratá-la e estará sujeito às complicações do diabetes, entre elas a perda da visão, problemas nos rins e lesões nos pés.

Quando permanentes, justamente pela falta de tratamento adequado, é possível que determinados sinais da hiperglicemia, como cansaço, fadiga, mudança significativa no peso e no apetite, ocasionados pelo excesso de açúcar no sangue, levantem suspeitas de que a pessoa esteja desanimada e até depressiva.

E quem ainda não foi diagnosticado com diabetes?

Situação semelhante pode acontecer com quem ainda não foi diagnosticado com diabetes, mas está com níveis altos de glicemia. “O excesso de açúcar pode provocar sintomas como taquicardia, que, em alguns casos, pode levar a insônia também. Já que a pessoa fica agitada e não consegue dormir, além de choro a qualquer hora sem motivo. Assim, ela pensa que está entrando em uma depressão”, comenta Marilena H. Teixeira Netto, psicoterapeuta do Rio de Janeiro (RJ).

No entanto, são situações diferentes e merecem diagnóstico e tratamentos adequados. De acordo com Marilena, o indivíduo com depressão começa a se desinteressar pelas atividades que fazia regularmente. Não tem vontade de sair e tende a passar mais tempo em casa, sozinho.

Normalmente, os próprios familiares observam essa alteração no comportamento e levam o parente a uma consulta com o psicólogo. “Nesse momento, o terapeuta precisa estar atento. É preciso diferenciar entre depressão causada por transtornos emocionais e uma depressão gerada pelo funcionamento do organismo. Isso é fundamental para o diagnóstico correto. Afinal, muitas vezes, nesse último quadro, a indicação para um endocrinologista já é suficiente e a terapia, dispensável”, diz.

Entre outras palavras, é fundamental identificar as causas do descontrole glicêmico, para, assim, fazer o tratamento adequado, levar uma vida saudável, e evitar complicações no futuro.

 

 

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