Diferenças entre o Diabetes tipo 1 e tipo 2

0

Diabetes tipo 1 e tipo 2. Quais são as diferenças?O diabetes é um distúrbio causado pela incapacidade do pâncreas em produzir o hormônio da insulina em quantidades necessárias para o funcionamento do organismo.

Portanto existem duas variações do Diabetes, o tipo 1 e o tipo 2. No tipo 1 é necessário tomar insulina, já no tipo 2 isso dependerá da adaptação do paciente há novos hábitos alimentares.

Conheça detalhes de cada tipo de diabetes.

Diabetes tipo 1

  • Doença autoimune, em que o pâncreas não produz insulina; (insulina vende na Farmácia)
  • Mais comum em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em adultos;
  • Principais sintomas: sede insaciável, muito cansaço sem motivo aparente, fome e perda de peso aguda;
  • Aparecimento dos sinais de forma abrupta;
    Acontece principalmente em indivíduos magros;
  • Não esta relacionada a fatores genéticos;
  • A base do tratamento é o uso da insulina mas a pessoa também precisa manter uma alimentação equilibrada e variada e fugir do sedentarismo;
  • Exames para detectar complicações, como retinopatia e nefropatia, são solicitados normalmente depois de cinco anos de diagnóstico do diabetes.

Diabetes tipo 2

  • Doença relacionada ao metabolismo, O pâncreas desses pacientes produz insulina, entretanto há uma resistência do organismo em utilizá-la adequadamente;
  • Pode ser assintomática ou com sintomas leves, mas geralmente elas demoram anos para aparecer;
  • Mais comum em indivíduos acima dos 45 anos;
  • Obesidade e sedentarismo são comuns em cerca de 85% dos casos;
  • Pessoas com histórico familiar de diabetes tipo 2 estão mais propensas a desenvolvê-lo;
  • Tratamento requer, a maioria das vezes, uso de medicamentos orais, em alguns casos a aplicação da insulina;
  • Adoção de hábitos de vida e alimentação saudáveis é imprescindível;
  • Exames de complicações devem ser solicitados logo na descoberta do quadro.

 

Sintomas, remédios, dietas e tratamentos do Diabetes Tipo 2

Segundo dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), a quantidade de pessoas com diabetes no mundo supera os 387 milhões. 

Para se ter uma noção da grandeza desse quadro, esse número é maior do que a população do Brasil, que tem 201 milhões de habitantes. É muita gente.

Estima-se que 13 milhões de brasileiros tenham a disfunção. A maioria (90%) possui o diabetes mellitus tipo 2(DM2), que está relacionado a sedentarismo, mais hábitos
alimentares e obesidade. De acordo com a IDF, em 2035, serão 593 milhões de diabéticos no planeta.

Existem formas de conviver bem com ela, uma vez diagnosticada. Para tanto, é preciso conhecer suas particularidades. Confira a seguir as principais.

Entenda o Diabetes Mellitus tipo 2

Apesar de ser um assunto recorrente, o diabetes ainda gera muitas dúvidas, principalmente para aqueles que acabaram de receber a notícia que estão com a disfunção ou tem alguém na família com o distúrbio.

O tipo 2 da disfunção é muito diferente do tipo 1, doença autoimune em que o pâncreas do paciente não produz mais insulina e, por esta razão, ele precisa aplicar várias injeções diárias do medicamento.

No caso do diabetes tipo 2, o pâncreas fabrica insulina, mas ela não é utilizada ou não funciona da forma adequada devido a uma resistência do organismo a esse hormônio, chamado de resistência insulínica.”Não há destruição das células pancreáticas e, sim, uma sobrecarga dessas células. Por esse motivo, em um primeiro momento, é necessário utilizar remédios que ajudem o corpo a metabolizar e a utilizar de forma correta essa insulina que está em excesso”, explica a endocrinologista Andressa Heimbecher, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

O DM2 é uma doença multifatorial, ou seja, vários fatores podem desencadeá-lo, como tendência genética, sedentarismo e obesidade, esses dois últimos, inclusive, estão relacionados ao desencadeamento de vários outros problemas de saúde, entre eles ataque cardíaco, colesterol elevado e pressão alta.

Sintomas

O diabetes tipo 2 age silenciosamente. A pessoa pode ter a condição há anos sem saber. “Os sintomas são muito sutis, como cansaço um pouco mais intenso que o de costume, ganho de peso lentamente e sede aumentada, fatores que podem estar relacionados ao estresse do dia a dia”, diz a médica.

Devido a isso, muitas vezes o paciente com DM 2 só descobre a disfunção quando ela já atacou outras regiões do corpo., gerando complicações sérias, como lesões nos olhos chamadas de retinopatia diabética, com possibilidade de perda da visão; neuropatias, que são danos dos nervos que podem prejudicar diversas partes do corpo, como os pés, e nefropatia, comprometendo o funcionamento dos rins, por exemplo.

Diagnóstico e prevenção

O diagnóstico do diabetes deve ser feito com duas glicemias de jejum acima de 126 mg/dL em ocasiões distintas. Outra forma de detectá-lo consiste em fazer a dosagem da hemoglobina glicada – exame laboratorial que mostra a média da glicemia nos últimos três meses – e verificar se o resultado é igual ou maior que 6,5%“Se o exame de sangue acusar a glicemia de jejum entre 100 mg/dL e 125 mg/dL e a hemoglobina glicada entre 5,8% e 6,4% considera-se que a pessoa está com pré-diabetes“, explica a endocrinologista da SBEM.

Nessa fase, a alimentação certa, ajustes no plano alimentar e exercícios regulares podem evitar que o problema evolua para o diabetes tipo 2.

Embora seja possível controlar bem a doença, ela não tem cura. “Costumo dizer que uma vez diabético, sempre diabético”, acrescenta Andressa.

O Diabetes não tem cura

A dona de casa Edna Simões Solitari, 65 anos, descobriu o DM 2 durante um exame de ponta de dedo feito em um parque na cidade de São Paulo durante uma campanha de prevenção. “Minha filha, que estava passeando comigo naquele dia, foi quem me incentivou a realizar o teste. Eu não queria fazer, pois tinha certeza que não era diabética, pois nunca tive sintomas. Quando o medidor marcou mais de 300 mg/dL, levei um susto”, relata.

Mesmo não sendo obesa, Edna tinha dois fatores de risco para desencadear a disfunção: a mãe dela tinha diabetes tipo 2 e Edna havia acabado de passar por um momento emocional muito forte.

Hoje, Edna consegue controlar o diabetes com remédio oral diariamente, além de caminhar e tomar cuidado com a alimentação. “Evito doces. Sei que de vez em quando posso dar uma escapadinha, mas mesmo assim prefiro controlar minha boca a ter um dia que tomar insulina”, diz.

Já o paulista Ariovaldo Marques, de 63 anos, identificou o pré-diabetes há cinco anos em um exame de rotina, que apontou glicemia de jejum de 112 mg/dL e hemoglobina glicada de 5,8%. 

Como o aposentado sempre praticou esportes e possui uma alimentação equilibrada, o médico dele receitou metformina três vezes por semana

Porém, se Ariovaldo não tivesse disciplina, provavelmente iria precisar de uma dose maior de medicação. “Eu corro há 33 anos, quatro vezes por semana, e nos últimos dois anos comecei também a fazer musculação. Para mim, isso é mais um prazer do que uma necessidade, e assim consigo ter uma vida mais feliz e muito mais saudável”, conta.

Tratamento do Diabetes tipo 2

O tratamento do DM 2 está relacionado a três fatores: alimentação saudável, prática de exercícios físicos e medicação. Isoladamente, nenhum deles controla adequadamente os níveis de açúcar no sangue.

Mas assim como no diabetes tipo 1, a terapia é individualizada, isto é, o médico irá prescrever um antidiabético oral, remédios que ajudam o organismo a utilizar a insulina de forma adequada, conforme o perfil da pessoa.

Em alguns casos, a aplicação da insulina pode ser interessante. “Quando o paciente com DM 2 apresenta o exame de hemoglobina glicada acima de 10%, é necessário que se administre insulina para controlar a glicemia” afirma Andressa.

Às vezes, é necessário receitar mais de um medicamento para obter o controle glicêmico. Há diversas classes de remédios para cuidar do DM 2, veja abaixo:

1. Secretagogos de Insulina: são estimuladores da produção de insulina, como:
*Sulfonilureias – Clorpropramida, Glibenclamida, Glicazida, Glipizida e Glimepirida
*Metiglinidas – Repaglinida e Nateglinida

2. Inibidores de DPP-4: aumentam a secreção de insulina e diminuem a secreção de glucagon, hormônio com efeito contrário ao da insulina.
*Vidagliptina, Sitagliptina, Saxagliptina, Linagliptina
*Incretinomiméticos Exenatida e Liraglutida

3. Sensibilizadores de insulina: agem reduzindo a resistência das células à insulina, acelerando o metabolismo da glicose.
*Biguanidas – Metformina, remédio mais indicado no Brasil.
*Tiazolidinedionas – Pioglitazona

4. Moduladores de absorção de nutrientes no trato gastrointestinal: retardam a absorção de carboidratos, reduzindo, assim, os níveis de açucar no sangue pós-prandial, ou seja, depois da ingestão de alimentos.
Inibidores da alfa-glicosidase – Acarbose

5. Inibidores de SGLT2: trata-se de uma nova classe de medicamentos para o DM 2. A sigla SGLT2 é o nome de uma proteína encontrada nos rins que é responsável por reabsorver a glicose filtrada na urina. Esse tipo de fármaco excreta açúcar na urina.
Dapgliflosina (cujo nome comercial é o Forxiga®)
*Canagliflozina (conhecido comercialmente como Invokana®)
*Empagliflozina (Jardiance®)

Diferenças entre o Diabetes tipo 1 e tipo 2
5 (100%) 1 vote

Deixe um comentário