Tratando o Diabetes na Farmácia

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Tratando o diabetes na farmáciaCom que frequência você visita o médico? E quantas vezes costuma ir à farmácia? Já pensou em tratar o diabetes na farmácia?

Seja com a finalidade de comprar um remédio que alivie a dor de cabeça ou adquirir os medicamentos. O brasileiro, assim como a população de outros países, marca mais presença nas drogarias do que nos consultórios. “Segundo pesquisas, cada pessoa procura o médico, em média, duas vezes por ano, e vai à farmácia oito vezes no mesmo período”, aponta o farmacêutico José Vanilton de Almeida, coordenador do Departamento de Farmácia da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Estima-se que o Brasil tenha cerca de 80 mil farmácias e drogarias. Fatores como o fácil acesso a esses estabelecimentos e a disponibilidade dos profissionais. Pois não é preciso agendar hora para conversar com eles, por exemplo – ajudam a estreitar o contato entre paciente e o especialista que está do outro lado do balcão. Ou, pelo menos, deveria ajudar. “O farmacêutico tem um papel importantíssimo como educador em diabetes, orientando a pessoa sobre diversos aspectos do tratamento”, destaca Vanilton.

Resolução da Anvisa para o Exame do Diabetes na Farmácia

Em 2009, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 44), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estabeleceu critérios para que esses profissionais de saúde possam realizar a glicemia capilar dos pacientes e esclarecê-los sobre os valores glicêmicos adequados.

A demonstração pode ser muito útil principalmente ao paciente recém-diagnosticado, que não está ainda totalmente familiarizado com os testes de ponta de dedo ou com a análise dos resultados. “Mostrando na prática como se faz o exame de glicemia capilar, um procedimento simples e fundamental no controle do diabetes, o farmacêutico certamente está ajudando a melhorar o tratamentó daquela pessoa”, analisa.

Vanilton recomenda que as pessoas com diabetes procurem os farmacêuticos para tirarem suas dúvidas sobre o diabetes, estimulando-os a se envolverem mais no tratamento. “Caso eles não saibam responder na hora, terão a oportunidade de buscar as respostas e conhecer mais sobre o assunto.”

Outra atuação importante do profissional é na prevenção do diabetes. Embora caiba somente ao médico o diagnóstico da doença, o farmacêutico, por meio de seus serviços ou uma rápida conversa, tem condições de saber se aquele indivíduo apresenta sintomas ou fatores de risco para o diabetes tipo 2.

O farmacêutico pode realizar a glicemia capilar dos pacientes e orientá-los sobre os valores glicêmicos adequados.

A partir disso, ele pode estimular o paciente a procurar o médico para realizar exames laboratoriais que identifiquem a doença. “Quanto mais cedo o diabetes for detectado, mais chances o paciente tem de não desenvolver complicações”, ressalta o coordenador da SBD.

 

PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS

Apesar de possuir conhecimentos técnicos sobre os medicamentos, o farmacêutico só pode prescrever fármacos isentos de receita médica, conforme resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) publicada em setembro de 2013. O documento também permite ao profissional indicar plantas medicinais e fitoterápicos autorizados pela legislação nacional.

 

DO DIAGNÓSTICO AOS CUIDADOS DIÁRIOS

Há oito anos, a farmacêutica Mônica Lenzi descobriu que poderia se aproximar mais dos clientes e auxiliá-los na necessidade mais básica: informação.

Além de investir em um estabelecimento especializado em produtos para pessoas com diabetes, ela dedicou tempo para tirar as dúvidas dos fregueses. “Muitas vezes, o paciente vai até a farmácia apenas para esclarecer uma dúvida, porque confia naquele profissional. A parte comercial acaba ficando em segundo plano”, diz Mônica.

Ela lembra que, certo dia, atendeu uma senhora que não conseguia manter o controle glicêmico e toda vez que ia ao médico, ele aumentava a dose de insulina.

Ao pedir que a paciente detalhasse como administrava o hormônio, a farmacêutica constatou que ela aplicava a insulina no abdome há 20 anos. E sem fazer o rodízio entre os braços, coxas e nádegas.

“A aplicação sempre no mesmo local do corpo causou uma lipodistrofia e comprometeu a absorção da insulina”, relata Mônica, que também integra o Departamento de Educação da SBD. “As vezes, na consulta, o médico avisa o paciente que precisa fazer o rodízio, mas geralmente ele recebe tanta informação durante a consulta que acaba esquecendo”, completa.

Cabe ao farmacêutico também conhecer os acessórios disponíveis para o tratamento do diabetes na farmácia e orientar o cliente sobre o uso. “Já atendi casos de pessoas que compraram uma caneta de aplicação de insulina, mas não levaram a agulha compatível, porque não sabiam que elas eram vendidas separadamente”, exemplifica.

 

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